Entrevista com Ericsson Castro & Andrea Paz Duo

Ericsson Castro & Andrea Paz Duo, violonistas e improvisadores falam sobre o seu CD intitulado "Música ficta", o processo de gravação, pesquisas relacionadas com timbre, improvisação livre, o conceito de erro e muito mais.

Rodrigo Chenta- Falem sobre o título do CD “Música ficta” e a capa deste trabalho.
Ericsson Castro-
Além da sonoridade do nome, que é bem bacana, ela se encaixava legal no projeto, além do sentido do termo musical em latim “musica ficta” a palavra “ficta” caia bem por si só no contexto de “suposto” e “ilusória”. Sobre a capa é uma fotografia de autoria do MMAARRSS, ela representava bem dois pássaros voando com liberdade por um céu, ou uma imensidão de possibilidades, que representa bem o conceito do CD e, de certo modo, do nosso trabalho. O projeto todo do CD é também nosso, eu sempre gostei muito de design e foi um hobby produzir esse material, apesar das horas e horas quebrando a cabeça.

Andrea Paz- Musica ficta é um termo utilizado para definir as alterações cromáticas de notas da música do período medieval e renascentista, que não estavam escritas nos manuscritos originais. Como nosso CD é todo improvisado, podemos dizer que ele é todo musica ficta, apesar de existirem poucos cromatismos na primeira faixa.

A capa demorou mais tempo para ser feita do que a gravação das faixas. O Ericsson fez várias tentativas até chegar em algo que tivesse mais a ver com a proposta do CD, mas ficamos felizes com o resultado.

RC- No encarte consta que fizeram “... uma homenagem à liberdade”. Falem sobre o assunto.
EC-
A questão da liberdade sempre foi um ponto muito importante na minha vida, eu fui criado com muita liberdade de escolha. Quando, por exemplo, quis estudar música, sempre recebi apoio da família. Antes queria estudar cinema e nunca sofri qualquer tipo de censura ou questionamento, nem do tipo: porque você quer fazer isso? Era tipo assim: ótimo, que legal! (rs). Neste ponto me sinto privilegiado.

Quero dizer que isso era uma coisa que sempre esteve comigo. Portanto não faria sentido que a arte que eu me proponho a realizar não tivesse também a liberdade. Mas não em qualquer questão, não vou sair mexendo e mudando notas em uma composição, mas essa liberdade pode ser aplicada a escolhas interpretativas, escolhas de repertório, dentre outros aspectos. No caso do CD, especificamente, todo o processo teve essa liberdade. Como 95% do projeto foi bancado por nós, tínhamos liberdade de escolha em tudo: repertório, capa, local de gravação, como iríamos gravar. É claro, isso se encaixa também nos improvisos, de qual a liberdade, apesar de muitas coisas predefinidas era total. A gente combinou que se a música fosse por outro caminho era para deixar rolar. A homenagem foi nesse sentido, ela refletia todo o “espírito” da gravação e do projeto.

AP- Essa homenagem também se relaciona com o nosso caminho como duo até a improvisação. Nós começamos com obras onde havia o uso de técnicas estendidas, depois procuramos por peças gráficas de livre interpretação até que, finalmente, chegamos na improvisação livre. Foi um processo de busca por novos repertórios e novas sonoridades que nos levou a essa prática.

RC- Dentro da liberdade que possuem como funciona a questão das biografias musicais de cada um?
EC-
Estudar música clássica, ou como eu gosto de chamar, “música de concerto”, que foi minha base mais sólida, requer muita disciplina, foco e, claro, você tem de seguir um programa. Em um ponto foi um pouco traumática minha formação, tinha essa coisa da liberdade que eu citei antes, mas tinha que lidar com certos dogmas e padrões de ensino. Claro que eu entendia que tinha de passar por aquilo, como um dos meus professores, sempre falava, “a liberdade tem de ser conquistada”. Em uns 20 anos de estudo sério, acho que comecei a criar uma identidade como intérprete, no que eu quero, como quero tocar, meus pontos fortes, a gente aprende muito, não só nas aulas e livros, mas na vida musical como um todo. Em certo momento você não deve mais satisfações a ninguém, e tem nas mãos uma liberdade criativa, no âmbito geral do artista. Brinco que nos estudos a gente aprende um monte de regras e ideias pré-moldadas, para depois aprender que elas não necessariamente servem para tudo, como uma lei. Mas acho necessário frisar que o conhecimento, estudo e pesquisa são extremamente importantes para o desenvolvimento não só como artista, mas como ser humano.

AP- Eu estudei o repertório tradicional na minha formação: Carcassi, Sor, Tárrega, etc. A busca pelo repertório experimental sempre foi uma coisa à parte, bem pessoal minha. Eu não tinha muita escolha nas peças de estudo a serem apresentadas em aula, fosse pelo cronograma de estudos ou pela dificuldade de acesso ao repertório ou desconhecimento dele, por isso fazia o que podia, separadamente das aulas. Normalmente estudava as peças que eu achava interessantes por conta própria, sem pressa ou intenções futuras, apenas porque gostava. Eu me lembro de várias vezes ter espalhado todas as partituras pelo chão do quarto procurando por alguma coisa que não sabia o que era. Quando pedia ao meu professor Éder Francisco que me passasse alguma obra mais “diferente”, ele sempre dizia: fala com o Ericsson! (ainda não nos conhecíamos).

A improvisação eu já pratico há algum tempo como exercício. A primeira coisa que faço quando pego o violão para estudar é improvisar um pouco. É uma forma de sentir o instrumento. Para mim, cada dia o violão está com uma sonoridade diferente, as cordas estão com uma tensão diferente, a madeira está com uma consistência diferente e o som é diferente também. Talvez seja algo mais psicológico do que físico, mas sempre que pego o violão preciso sentir como ele está. Além do que é uma ótima forma de aquecer as mãos. A diferença é que agora também incluo no meu estudo a improvisação pensando na performance, que é diferente desta que falei. Às vezes pratico sozinha, às vezes em duo com o Ericsson.

"Essa coisa de preparar o violão acabou sendo uma busca para resolver os problemas de timbres que a gente buscava."

Ericsson Castro & Andrea Paz Duo RC- Na música “Improviso IV (O jardim dos caminhos que se bifurcam)” se ouve o uso de sonoridades não convencionais para o violão. Como é o processo de pesquisa em relação aos timbres?
EC-
Essa foi uma pesquisa muita intensa, e ainda é, como eu sempre escutei muita música, rock, pop etc, eu acabo prestando a atenção em muitas coisas como timbres. Eu estou fascinado agora com música eletrônica, pop mesmo, coisas como “Lorn” e “Massive Attack” são uma fonte rica na busca por sonoridades.... Há! Tem o Sigur Rós, que tenho ouvido muito. Não que tente copiar som, é mais a ambientação, afinal o violão é um instrumento limitado se comparado com um sintetizador, em termos de timbres. Tem uma coisa que eu faço como exercício mesmo: eu coloco um álbum e fico improvisando em cima, sem pensar em nada... forma, escala, só em sonoridades. Tem um álbum muito legal para se fazer isso, o Evening Star do Robert Fripp e Brian Eno. Minha busca é mais pela audição mesmo, depois eu tento ver o que pode ser encaixado no violão ou não.

AP- Às vezes quando vou assistir a algum concerto tenho ideias que surgem durante a performance dos músicos. Podem ser sonoridades que eles utilizam e que eu desconhecia e outras vezes são ideais que tenho enquanto vejo os performers fazendo algo diferente. Gosto de ver o gestual dos performers, é bastante inspirador.

Nas nossas experiências em ensaios, temos os casos de sonoridades que descobrimos por acaso e também temos sons que idealizamos e tentamos achar alguma maneira de produzi-los. É bem divertido!

RC- Nesta faixa é evidente o uso de técnicas estendidas. Falem especificamente sobre o violão preparado no contexto do duo.
EC-
As técnicas estendidas e ou expandidas, talvez a Andrea possa falar melhor disso, ela tem pesquisado umas coisas. Essa coisa de preparar o violão acabou sendo uma busca para resolver os problemas de timbres que a gente buscava. A princípio a gente não queria usar pedais ou programas de computador (Pure Data, Super Collider, Max/MSP etc), então resolvemos explorar objetos, dos mais variados. Uma outra coisa são que peças que a gente já tocou que também usam violão preparado, então foi uma extensão essa busca.

AP- Uma experiência bem interessante para nós foi o improviso que fizemos com os celulares: primeiramente gravamos um improviso cada um, em seguida pegamos a gravação um do outro e alteramos o som no computador e, no fim, colocamos as gravações manipuladas nos celulares, jogamos eles dentro dos violões e improvisamos interagindo com as gravações. Essas ideias vão surgindo de acordo com as nossas vivências musicais e a interação com outros artistas que conhecemos ou assistimos. As técnicas estendidas e expandidas vamos aprendendo à medida em que são necessárias ou desejadas. As possibilidades são muitas e cada vez surgem novas. Algumas exigem mais estudo e preparação, como recentemente a peça Crime 1 da compositora Rafaele Andrade, que foi dedicada para nosso duo, onde em um momento é necessário o uso de arco de violoncelo e o violão deve ficar numa posição aproximada à do violoncelo, para depois voltar a sua posição original.

RC- No canal direto do estéreo é possível ouvir em alguns momentos a respiração do músico e leves ruídos. Falem como foi a captação deste álbum.
EC-
Uma coisa importante em se falar é que esse álbum foi gravado ao vivo no estúdio, ou seja não teve edição (exceto claro fade in e out) e outros takes, são 4 faixas em 4 takes. Foram dois microfones, não lembro a marca, mas era daqueles direcionais (tem uma foto que mostra bem a seção), a gente ficou um na frente do outro.

AP- A dinâmica dos improvisos é bem variada, por isso a necessidade de captar sons muito baixos e com isso acabam aparecendo alguns ruídos que fazem parte da performance. Além disso, temos os sons de movimentação do instrumento, que por vezes fica deitado no colo, quando não está em sua posição tradicional. Um fato é que quanto mais elementos são trazidos para a performance, mais imprevistos e possibilidades de erro aparecem. Tem de se aprender a conviver e lidar com isso. O bom é que na improvisação o inesperado pode ser muito bem-vindo.

"A improvisação livre é algo que está em plena atividade, o que dificulta uma definição geral ou uma delimitação, já que existem correntes distintas ..."

RC- Quanto à dinâmica este lado soa mais forte na faixa 3 e 4. Qual é o papel da interação musical no duo de vocês?
EC-
As faixas 1 e 2 são mais de texturas do que dinâmica, criando um ambiente sonoro. Já as faixas 3 e 4 são mais pautadas em gestos rítmicos.

AP- Conseguir uma dinâmica homogênea em duo considero uma tarefa difícil. Acho que a experiência e longevidade do grupo conta muito. Com o tempo você vai aprendendo a ler o gestual do seu colega e o seu tempo de resposta é muito mais curto, além de se criar uma certa identidade do grupo.

Nós não combinamos previamente nenhum tipo de dinâmica para o CD, isso só se deu no momento da improvisação.

RC- O CD todo parece ter uma mixagem e masterização que privilegia os médio-graves. Como vocês procederam com este processo de pós-produção?
EC-
Eu dei total liberdade para quem realizou todo o processo, o Waldir Jr do Faria & Friends Produções. Levei umas referências de som para ele, eu até estava junto na hora da mixagem e masterização. Foi um processo bem rápido, queríamos deixar a coisa o mais natural possível.

AP- Nós utilizamos em algumas faixas um violão afinado uma oitava abaixo da afinação tradicional, o que resultou em uma sonoridade geral mais grave do que o normal. Eu, particularmente, tenho preferência por sonoridades mais graves, principalmente no violão.

RC- Baseado nos títulos das músicas percebe-se que há um direcionamento já estabelecido como o uso do modo jônio, menor, cromático. É possível pensar que nestes casos seja um jogo de improvisação e não o que se chama de improvisação livre?
EC-
Sim, era como um diálogo, os modos serviram como uma base, que a gente podia ir e voltar, uma referência na verdade. A coisa do livre nesse sentido foi de forma, textura. A gente fica muito esperto também com uma coisa que é legal de falar, mesmo improvisando mais livremente, usando como base uma escala, modo, afinação, nós tentamos não ficar na mesma região. Quando a Andrea está no grave, e tento ficar na região média ou aguda, se ela faz algo mais legato eu tento articular mais, como um jogo mesmo, que as regras vão sendo ditadas na hora. Claro dependendo da proposta.

AP- A improvisação livre é algo que está em plena atividade, o que dificulta uma definição geral ou uma delimitação, já que existem correntes distintas, com diferentes propostas e ideais. Além disso, temos que levar em conta que podem haver pessoas do nosso público que nunca tenham visto ou ouvido falar desse assunto antes. Por isso, como duo, nós nos preocupamos mais em definir e apresentar as nossas próprias propostas do que encontrar definições para o nosso trabalho. Talvez mais adiante isso seja possível.

RC- Como vocês entendem o conceito de erro neste tipo de estética musical?
EC-
Acho que tem dois caminhos, se você assume que é um erro ali na hora, ele passa a ser um, porque da parte de quem está ouvindo e/ou analisando depois uma gravação, isso fica muito relativo. Um outro caminho é que você pode entender que o erro faz parte da proposta. Eu sou anarquista nesse sentido, acho que mesmo que alguma coisa saia do script, eu posso entender aquilo como parte do risco, improvisar envolve risco. Eu tendo mais a achar o erro como parte integrante de qualquer arte, improvisada ou não. Tocar uma sonata do Beethoven ou tocar um solo do Led Zeppelin está propenso ao erro. Acho que pode ser benéfico tirar essa carga negativa da palavra erro e assumir isso como algo possível e que faz parte da prática e não como uma coisa baseada na negatividade, como muitas vezes vemos, principalmente na tradição da música de concerto.

AP- Como disse anteriormente, o erro pode ser muito bem-vindo. Mas em minha visão o erro não faz parte da improvisação. Existem os sons ou gestos indesejados que aparecem e são logo esquecidos e o material que aparece que será desenvolvido durante a performance. Porque se pensarmos que o erro é algo que não está certo é porque existe o certo e se existe o certo podemos dizer que existem regras que definem o certo e o errado e essas regras existem anteriormente ao momento da improvisação. Seguir essas regras daria uma certa previsibilidade para a performance, o que acaba indo contra a ideia do inesperado na improvisação. O erro, neste caso, é bem-vindo pois minimiza a possibilidade de uma performance previsível.

RC- Existe algum tipo de preocupação com estruturas e formas nos improvisos que fazem?
EC-
Sim, quando a gente pensa em improviso livre, especificamente no nosso trabalho, a gente pensa mais no uso da liberdade no sentido do material a ser usado, que pode ter um maior controle ou menor. A gente combina às vezes a forma, escala, sonoridades, depende da proposta. Nós já experimentamos tocar 100% free, sem combinar nada etc, não ficou tão legal. Para a gente algum parâmetro ou caminho funciona melhor, pode ser algo abstrato como “vamos improvisar imaginado um quadro, ou um poema” ou vamos pensar em sonoridades mais longas, pontilhismo, vamos improvisar baseado no estilo de tal sonoridade ou álbum. E, às vezes, a gente acha que vai soar como aquilo que imaginamos, como ideia ou caminho, mas, sai completamente diferente. Essas são as melhores improvisações.

AP- Existem também as experiências que fazemos nos ensaios que nos agradam e logo pensamos: vamos fazer isso na apresentação.

"Pode ser benéfico tirar essa carga negativa da palavra erro e assumir isso como algo possível e que faz parte da prática ..."

Ericsson Castro & Andrea Paz Duo RC- Em relação à escuta apreciativa tem alguma referência do duo neste tipo de música quanto a trabalhos parecidos, músicos, etc?
EC-
O Brasil é muito rico em improvisação, tem muitos trabalho e grupos envolvidos com livre improvisação, a gente estudou improvisação com o Rogerio Costa na USP e com o Manuel Falleiros na Unicamp, e deu para aprender muito, muito mesmo, não só na parte teórica e de fundamento, mas, na pratica com muito ensaio e estratégias. Como referência, tem muita coisa, no meu caso eu gosto muito da Pauline Oliveros que já faleceu, e a Gabriela Montero, mais voltada para música de concerto. De um certo modo, nosso trabalho está mais conectado a música de concerto contemporânea e experimental do que ao Jazz por exemplo, mas isso nunca impediu a gente de transitar nos dois ambientes como profissionais. Acho que nosso trabalho e atuação tem muito a ver com a proposta da Ensemble Modern, um grupo que toca de Frank Zappa a Pierre Boulez.

AP- Recentemente fomos assistir ao concerto do violonista francês Rémy Reber. Foi uma apresentação que incluiu teatro, obras escritas e improvisos, uma experiência muito interessante.

Nós procuramos sempre conhecer mais músicos e diferentes propostas. Um lugar muito legal para apreciar música experimental é o Ibrasotope, em São Paulo.

RC- Nos concertos que fazem existe uma preparação do ambiente onde ocorrerão as improvisações?
EC-
Depende do repertório, claro que seria ótimo ter sempre uma boa iluminação, dependendo do programa umas projeções. Mas tem algumas situações como uma peça que iriamos tocar e tínhamos que nos movimentar no palco, os sapatos faziam muito barulho, então tivemos que tocar descalços. Nessa mesma apresentação, pela mobilidade, tivemos que tirar ou ter o cuidado em não pisar em cabos. Como a gente usa muitos objetos as vezes para preparar os violões, tem de ter um banco, na altura certa. Pode parecer frescura, mas a altura certa de um banco na hora de pegar um objeto pode deixar tudo fluir melhor.

AP- Existem algumas peças que exigem uma preparação diferenciada do palco que gostaríamos muito de fazer, mas até agora não tivemos a oportunidade, o rider técnico as vezes fica inviável. Recentemente estreamos a peça Crime 1 da Rafaele Andrade, onde houve uma preparação do palco para a sua performance, mas não interferia na sonoridade da obra. Mesmo assim foi muito legal, pois foi criado todo um ambiente relacionado ao tema da peça. É com certeza algo que procuraremos fazer mais vezes futuramente.

RC- Alguns autores defendem que não existe improvisação musical. Como entendem isso?
EC-
Acho que existem níveis de improvisação, de um certo modo, a interpretação pode ser vista como uma micro improvisação, a improvisação pode ser escrita, ou decorada, as famosas frases e liks. De uma maneira mais prática eu acho que existe a improvisação sim. Pesquisadores, inclusive da área da filosofia tem se debatido sobre esse tema, e muitas coisas são interessantes, mas nesse assunto eu procuro pensar de uma maneira mais prática.

AP- Eu entendo que essa afirmação defende que são inevitáveis as influências musicais que sofremos independente de querermos ou estarmos conscientes delas e que elas farão parte da nossa formação, da memória mecânica e da tomada de decisões no momento da performance. Se pensarmos a improvisação como algo totalmente novo e que não tem relação com nada anteriormente feito, então podemos dizer que não existe improvisação na música. Eu, pessoalmente, considero improvisação na música cada ação que dependa do momento e do performer.

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